
E o que dizer das cores? Como predominam o verde e o amarelo, fica evidente que a idéia era usar as cores pátrias. Então o que faz aquele "2014" em vermelho? Desde quando essa é uma cor nacional? Pode até ser a de um partido, mas do Brasil ela efetivamente não é. Aliás, já que estamos falando sobre este assunto, convêm perguntar: onde foi parar a cor azul, que está estampada em absolutamente todos os símbolos nacionais? Ninguém sabe; ninguém viu. Os mais pragmáticos podem argumentar que o contraste entre o vermelho, o verde e o amarelo, fez bem ao símbolo e que o azul só serviria para deixá-lo sem graça e demodê. Talvez seja, mas isso não é desculpa para deixar de fora uma das cores da nossa bandeira. Se o azul não caiu bem no símbolo, paciência. Devíamos ter criado outro ao invés de aceitar essa excrecência.
Comparem o símbolo com o da Copa do Mundo da África do Sul: em vez da taça, prêmio que só cabe ao vencedor, exalta-se o esporte em si, na figura de um jogador flagrado num lance espetacular; em vez do nacionalismo bocó, a estilização do continente africano, necessariamente multicolorido, plural. O desenho é aberto, receptivo, festivo. O nosso, por outro lado, concentra sinais que evocam uma arrogância desnecessária e caracterizam uma espécie de bravata. Não é condizente com o nosso país. Ou melhor, é sim! Na verdade o desenho escolhido tem a cara do país da bravata. E o pior é que já nasceu velho. Espero que o futebol, ao menos, se renove até 2014.
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